Bem Vindo ao campo!

Sinta-se um dentre os tantos girassóis pelo campo
Sinta o Sol te aquecendo, te chamando e te norteando
Sinta o vento soprando, te sacudindo e te movimentando
Sinta a água a cair te refrescando e te regando
Sinta a terra te sustentando e nutrindo
Sinta-se pleno, reluzente...Seja girassol.

by Girassol (Márcia Cavagnari)

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Siamo Così

O ITALIANO QUE ESTÁ EM VOCÊ


“É o bom bairrismo que faz a diferença, que estrutura a identidade, que é o
antídoto à globalização inconseqüente, que faz as diferenças italianas se
imporem na Itália e no mundo, porque cada italiano, em qualquer parte, se
considera diferente e único”.


O processo de identidade se estrutura no contexto familiar, seja a família tradicional, organizada segundo padrões éticos, civis e/ou religiosos, seja a família como referencial de relações entre pais e filhos.

Identidade é um processo básico da personalidade, dividido em auto-imagem e auto-estima.

A auto-imagem se equivale ao auto-retrato, e a auto-estima, ao auto-conceito.

Pela auto-imagem, alguém se configura como agradável, amável, simpático, ou... vice-versa.

Pela auto-estima, alguém se avalia, se valoriza como inteligente, competente, incompetente.

A auto-imagem é auto-percepção; a auto-estima se refere a auto-étero-percepção.

Na auto-imagem nos avaliamos; na auto-estima nos sentimos avaliados.

Do sentir-se consigo mesmo e do sentir-se com os outros, resulta a identidade pessoal.

Haverá uma identidade, como auto-imagem e auto-estima étnica uniforme e única?

Haverá uma identidade étnica italiana unitária?O que é mesmo ser italiano?

As etnicidades se definem por estereótipos, ou por peculiares definições identitárias?

Imagine-se alguém que se arrogue poder dizer: o Italiano assim se define.

Uma Itália unificada politicamente não corresponde a uma Itália unificada psicológica e existencialmente, como um todo demográfico semelhante. A identidade pessoal tem bases na esturutra familiar e se expressa em consonância ou dissonância das circunstâncias sociais e ecológicas.

[...]

No geral, buscamos estereótipos nacionais. No particular, buscamos estereótipos regionais, provinciais, municipais, grupais (contradas) e familiares.

Se disséssemos que há só uma forma de amar, e que o amor de ontem é o mesmo de hoje, teríamos uma equação matemática do amor.

Assim, se dissermos que o italiano de ontem, do norte, do centro, do sul é o mesmo, teríamos uma equação matemática também.

Mas, em ambos os casos, teríamos resultados frios de fria matemática, sem calor e sem sangue.

E aqui a primeira caraterísitica que apontaria do italiano, esperando a opinião do leitor:

- O italiano é um ser humano quente, vibrante, de sangue grosso, dividido em dois pólos - o de um grande amor, ou o de um grande ódio. O italiano brocha em sentimentos não existe.

E a conclusão e/ou interrogação que faria é esta:

Haverá um italiano frio, comedido, matemático, sem qualquer exagero? Sem um grande amor? Sem um grande ódio? Será a neutralidade uma virtude italiana? Se existem baratas na Itália, terá o italiano sangue de barata?

O calor, o sangue, o ódio, o amor, a paixão, o apego, o orgulho, o trabalho, a beleza, a filosofia de vida, o deboche, a fé, a crença, a descrença, o anti-tudo ... existirá no italiano como um todo conjunto, que se possa dizer:- Isto é tipicamente o italiano.

Se eu perguntar, aqui no Brasil, a alguém: De que país você é? e ele me responder: sou Italiano, e fizer a mesma pergunta, na Itália, à mesma pessoa, ela me dirá: Eu sou romano, pugliese, calabrese, siciliano, vêneto, lombardo... Se fizer a mesma pergunta em Cremona, a pessoa poderá dizer-me: Eu sou de Ca’ de Sorresini...

Quando se diz que alguém é bairrista, se pensa em algo negativo. Ao contrário. É o bom bairrismo que faz a diferença, que estrutura a identidade, que é o antídoto à globalização inconseqüente, que faz as diferenças italianas se imporem na Itália e no mundo, porque cada italiano, em qualquer parte, se considera diferente e único. Por isto, existe o pesto genovese, o queijo de Parma e, além do infindo rol de bons vinhos, há o italiano que não se desapega do ex-familiar crinto, como o melhor vinho, porque ele se crê o melhor italiano do mundo.

Defina a sua forma de italianidade e emita sua opinião para eu continuar escrevendo.

Frei Rovilio Costa - Insieme n. 35

Frei Rovilio Costa que agora, especialmente, exerce sua italianidade ainda entre nós, porém, exercitando outras formas de comunicação, mais tocantes aos nossos corações.

2 comentários:

  1. Olá,

    Novo conto no Lobas Que Correm: La Mariposa, a Mulher-borboleta.

    http://lobasquecorrem.blogspot.com/

    Espero que goste!
    Beijos.

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  2. Olá!
    Criamos este selo o "Leitora nota 1000 Mamys Blogs" e o oferecemos a cada uma de vocês, visite o Mamys e traga-o para seu espaço :D
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